Fabrício Estevam Mira
Eu tento filmes ou qualquer outra arte que caiba, porque é dentro desse tempo que eu consigo desaparecer enquanto me mostro. Todo o resto soa irreal. Com arte o chão, paredes, pessoas, deveres, fomes, terra e suor soam um pouco menos falsos. Os barulhos encaixam e não cortam. As palavras deixam de ser vidro e mergulham em ritmo e nesse ritmo talvez elas consigam dizer algo. Fazer um filme é como aproveitar os intervalos entre um carro e outro numa estrada de madrugada.